Não basta começar bem, não adianta mediar bem; de pouco servem bons começos e melhores meios, se os fins não se mostram bem sucedidos.
(...) Uma vez começadas, as coisas não devem ser esquecidas nem deixadas antes de ser acabadas, pois é sinal de pouca prudência começar muitos actos e não acabar nenhum.
Mateo Alemán, in "Guzmán de Alfarache"
Publicado por pns em junho 16, 2004 03:28 PMNão terminar as coisas que começa é uma fraqueza muito comum. Parece característica de alguns países. Talvez o clima quente influa nisso. Mas terminar é essencial. No caso de obras escritas posso dizer que o livro é muito mais um ato de vontade do que de inteligência. Lúcidas cabeças jamais pensaram em escrever um livro, enquanto inteligências algo fraquinhas, mas vaidosas, ambiciosas, acabam aparecendo na ribalta. Não merecem vaia porque pelo menos terminaram seu trabalho. Enquanto aplaudimos sua persistência o autor supõe, erroneamente, que seu talento(?) foi reconhecido.
Afixado por: Francisco César Pinheiro Rodrigues em junho 16, 2004 10:55 PM