Quanto mais importância substantiva e perdurável tiver uma coisa ou pessoa, tanto menos falarão dela os jornais, e, em troca, destacarão nas suas páginas o que esgota a própria essência em ser um «sucesso» e em dar margem a uma notícia.
Ortega y Gasset, in 'O Livro das Missões'
Publicado por pns em agosto 20, 2004 04:22 PMOrtega em razão. Isso ocorre porque os jornais estão mais interessados em vender um "produto" de maior consumo. Como a grande maioria dos leitores está mais interessada em "fofocas" e notícias "espetaculares" - não em temas sérios e que exijam reflexão - o que se vê é uma degradação da imprensa, que pensa, primeiro, em lucrar.Imprensa séria demais corre o risco de falir. Felizmente, sempre há algum idealista que não deixa morrer inteiramente as questões mais relevantes. A estes, os nossos agradecimentos.
Afixado por: Francisco C. Pinheiro Rodrigues em agosto 20, 2004 11:10 PMTalvez um pouco fora da sua citação, mas ainda assim relecionado com o tema que versa:
«"A guerra da Coreia foi a da imprensa, a guerra do Vietname era a da televisão e a guerra do Golfo será o trinfo do satélite!" (...)A CNN, que há muito tempo tinha montado a sua rede própria de telecomunicações no Médio Oriente, enquanto os seus concorrentes foram apanhados de surpresa e rapidamente cortados do resto do mundo, bateu todos os records com uma audiência de 10,8 milhões de telespectadores.»
Alain Woodrow, in Informação e Manipulação (em port.: Public. D. Quixote)
Pergunto-me: interesse público ou interesse do público?
Afixado por: Guarda-Vista em agosto 21, 2004 03:02 AM
O comentário de Guarda-Vista a respeito da guerra me parece bastante pertinente.
Vivemos numa era em que todos estao fascinados pelo olhar, pelo observar sem interagir e nesse sentido a televisao é narcotizante.
As imagens que recebemos minuto a minuto nao nos levam a reflexao, os interesses econômicos de uma guerra sempre sao deixados em segundo plano enquanto as imagens nos entorpecem.
Contudo, assistir passivamente ás imagens, nos dá a ilusao de que estamos "informados" de que nao somos "alienados" , quando o que sabemos está apenas no plano da superfície.
O comentário de Guarda-Vista a respeito da guerra me parece bastante pertinente.
Vivemos numa era em que todos estao fascinados pelo olhar, pelo observar sem interagir e nesse sentido a televisao é narcotizante.
As imagens que recebemos minuto a minuto nao nos levam a reflexao, os interesses econômicos de uma guerra sempre sao deixados em segundo plano enquanto as imagens nos entorpecem.
Contudo, assistir passivamente ás imagens, nos dá a ilusao de que estamos "informados" de que nao somos "alienados" , quando o que sabemos está apenas no plano da superfície.