Assim como o homem carrega o peso do próprio corpo sem o sentir, mas sente o de qualquer outro corpo que quer mover, também não nota os próprios defeitos e vícios, mas só os dos outros. Entretanto, cada um tem no seu próximo um espelho, no qual vê claramente os próprios vícios, defeitos, maus hábitos e repugnâncias de todo o tipo. Porém, na maioria da vezes, faz como o cão, que ladra diante do espelho por não saber que se vê a si mesmo, crendo ver outro cão.
Quem critica os outros trabalha em prol da sua própria melhoria. Portanto, quem tem a inclinação e o hábito de submeter secretamente a conduta dos outros, e em geral também as suas acções e omissões, a uma atenta e severa crítica, trabalha na verdade em prol da própria melhoria e do próprio aperfeiçoamento, pois possui o suficiente de justiça, ou de orgulho e vaidade, para evitar o que amiúde censura com tanto rigor.
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'
Publicado por pns em setembro 6, 2004 09:41 AMO prudente professor de Nietzsche disseca os termos da crítica no papel de nossa auto-construção(afirmação). No espaço imensurável da vida,a rigidez na performace deve ser visto como falha e estática. Por isso uma crítica deve ser feita para com os outros,tendo em mente que ninguém é mais correto que ninguém,promovendo indagações na sua própria forma de agir(crítica construtiva).
Afixado por: Phil em setembro 6, 2004 11:04 PM