Na competição em termos de prestígio apenas parece sensato tentarmos aperfeiçoar a nossa imagem em vez de nós próprios. Isso parece ser a forma mais económica e directa para produzirmos o resultado desejado. Acostumados a viver num mundo de pseudo-eventos, celebridades, formas dissolventes, e em imagens-sombra, nós confundimos as nossas sombras com nós próprios. A nós elas parecem mais reais que a realidade. Porque é que elas não deveriam parecer assim aos outros?
Daniel J. Boorstin, in 'The Image. A Guide to Pseudo-Events in America'
Publicado por pns em outubro 18, 2004 02:26 PMSe as palavras não o traíram, o autor recomenda mais o aperfeiçoamento da nossa imagem do que a melhoria do nós mesmos. Seria,para ele, o mais prático e econômico. Tenho opinião contrária: devemos melhorar, primeiro, nós mesmos, mas sem descurar da imagem. Isso porque um dia a nossa máscara pode cair, causando sensação de logro e desprezo. Se nosso aperfeiçoamento for real, não há porque temer perda de máscara alguma. Não devemos, porém, ser modestos demais. Ninguém tem interesse nem tempo para pesquizar valor alheio. Não basta botar o ovo, é preciso também cacarejar.
Afixado por: Francisco C. Pinheiro Rodrigues em outubro 18, 2004 10:52 PMEm um mundo de exigências constantes que vão se adicionando umas as outras, existe a necessidade da pré-fabricação da imagem antes de si próprio. É uma máscara que a sociedade nos impõe como forma de alcançar metas maiores. Nesse caso o todo está "evoluindo" de forma categoricamente superior a do indivíduo.A fome de algo que nunca se sabe ao certo o que é se avoluma frente a estupidez humana,atuante,porém inerte em sua natural predileção.
Afixado por: Phil em outubro 21, 2004 11:13 PM