A maior parte da vida passamos em buscar a fortuna, e a que vemos nos outros, é a que nos engana a nós; porém é feliz o engano, que nos anima sempre. Que maior desgraça que o viver indiferente, e sem acção; e que maior ventura que a esperança com que a buscamos! O conceito, que fazemos de qualquer bem, sempre excede ao mesmo bem, e assim perdemos quando o alcançamos; de sorte que a fortuna parece que não está tanto em possui-la, como em desejá-la. As fortunas humanas, ou consistem na abundância, ou no poder, ou no respeito: estas são as mesmas fontes donde nasce a vaidade, e com efeito se há vaidade sem fortuna, não há fortuna sem vaidade.
Matias Aires, in 'Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta Sobre a Fortuna'
Publicado por pns em novembro 6, 2004 12:44 PMAires retoma um princípio que pouco observamos:a onipresença da vaidade em nossas vidas.
Se fazemos algo para uma outra pessoa pode ter certeza que é vaidade,queremos trazer fortuna para nosso lado(tanto material,quanto espiritual,sentimental,etc.). Nunca fazemos algo por vontade própria,ao menos que a razão de nossa existência,em visão comodamente Satriana, seje desmentida e vire Nietzschiana,tendo como finalização a loucura e o desvairar do controle pessoal. Acredito que não devemos ficar em opostos distantes;há uma necessidade da existência de nosso ser,isso gera a sãnidade.Quando este vigora em extremo vira egoísmo e individualismo.Temos de lidar com isso sob um âmbito equilibrador.
A vaidade é caráter único do homem,posto que não é por total mal sentimento se assim tido como um simples e singelo amor próprio.É necessário saber da existência de um ser no mundo e de suas necessidades.É preciso entrar em harmonia com o ambiente.
Combustivel que move o ser humano, que busca incansavelmente o maior (tecnologia, ciencia, musica etc.)no contra ponto da inercia, a vaidade, nos projeta alem dos conceitos.
Reflexoes obvias, portanto passam despercebidas aos VAIDOSOS.
IRES