Limitar os nossos desejos, refrear a nossa cobiça, domar a nossa cólera, tendo sempre em mente que só podemos alcançar uma parte infinitamente pequena das coisas desejáveis, enquanto males múltiplos nos vão ferindo; em suma: abster-se e suportar (Epticteto), é uma regra que, caso não seja observada, nem riqueza nem poder podem impedir que nos sintamos miseráveis. A esse propósito, diz Horácio, nas Epístolas:
Em todos os teus actos, lê e pergunta aos doutos
Procurando assim conduzir serenamente a tua vida;
Que não sejas atormentado pela cobiça sempre insaciável,
Nem pelo temor e pela esperança de bens de pouca utilidade.
Arthur Schopenhauer, in ''Aforismos para a Sabedoria de Vida'
Publicado por pns em abril 20, 2005 09:00 PMEste post me fez lembrar uma trova de Luiz Otávio,o príncipe dos trovadores brasileiro |
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É nossa alma uma criança |
Que nunca sabe o que faz |
Quer tudo que não alcança |
E quando alcança não quer mais. |Blog muito bom. Pra lá de bom! || Abraço "AS"
Mas Schopenhauer...o desejo não poderia ser o meio para o amor(mesmo não sendo este o próprio),que geraria a felicidade? Como enriquecer nossa vida abstendo-nos? Suportaria a vida na abstenção?
Minha citação predileta do coração:
"Corajoso é aquele de coração de bravata que um dia suportou tudo e que após tormentos na alma pôde testemunhar situações únicas,ao qual jamais teria percebido. A gratificação e o não arrependimento gera-nos frutos proveitosos. Aliás,mais cedo ou mais tarde iremos partir mesmo" - Philip Wood Moran
Afixado por: Phil em abril 25, 2005 05:32 AM