Quem age em vista do prazer e o persegue, por convicção e decisão, parece ser melhor do que quem não age por cálculo, mas por falta de domínio. Ou seja, o primeiro parece poder ser mais facilmente corrigido, porque pode ser convencido a alterar as suas convicções. Na verdade, o provérbio: «Se a água é capaz de sufocar, porque a bebemos?» parece poder aplicar-se a quem não se domina.
Se alguém age por ter sido convencido a fazer o que faz, deixará de o fazer se for convencido de outro modo. Contudo, estando ele agora convencido de que deve fazer uma coisa, ainda assim fará uma coisa diferente. Ainda, se perda de domínio e o autodomínio podem ser ditos a respeito de tudo na existência, quem é que existe com uma absoluta falta de domínio? Porque ninguém perde o domínio a respeito de tudo. Contudo, dizemos de alguns que têm uma falta de domínio absoluta.
Aristóteles, in 'Ética a Nicómaco'
Publicado por pns em junho 10, 2005 11:00 PMAté parece que o prazer é domínio total. Não temos domínio sobre ele!!! Ele vêm,nós nos sacrificamos para eles e vivemos em função dele!!!! O prazer é convicção que se é alterado e nunca domínio absoluto!!!Ele é calculista também.ELe é o gozo do futuro!A partir dele,sei que a vida vale a pena!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Afixado por: Estranho em junho 16, 2005 05:44 PMO sofrimento é inerente ao que escreves,estranho. Não que se radicalizar as cousas. Certamente o prazer é um estimulante,mas dizer que é a própria vida,não sei...Concordo em dizer que são estímulos gradativos.
"Viver também de prazeres é enlouquecer neles",conforme dizia Abrham Nicholas em um de seus livros.Talvez é da busca que falo como sendo a mais significativa para a vida e não o gozo em si...entendes?