Os nossos hábitos tornam-se virtudes graças a uma transposição livre no domínio do dever, pelo facto de trazermos a inviolabilidade nos conceitos; os nossos hábitos tornam-se virtudes pelo facto de acharmos menos importante o bem particular que a sua inviolabilidade - por consequência pelo sacrifício do indivíduo ou pelo menos pela possibilidade entrevista de um tal sacrifício. - Quando o indivíduo se considera pouco importante começa o domínio das virtudes e das artes - o nosso mundo metafísico. O dever seria particularmente puro se na essência das coisas nada correspondesse ao facto moral.
Friedrich Nietzsche, in 'O Último Filósofo'
Publicado por pns em agosto 1, 2005 09:00 AMBrilhante.
O fato moral realmente acerca-nos de grande parte de nossas "obrigações necessárias",aquela que mesmo não sendo assim tão necessária na palavra,é muito venerada,sendo quase uma obrigação camuflada a nós e aos outros,pois através desta se consegue o mérito e as virtudes,algo puramente envolto no âmbito moral,mas de grande valia a todos...um sacrifício necessário...não é a toa que Nietzsche validou o mundo metafísico como solução...