Como ainda é inexperiente quem supõe que, ao mostrar espírito e entendimento, recorre a um meio seguro para fazer-se benquisto em sociedade! Na verdade, na maioria das pessoas, tais qualidades despertam ódio e rancor, que serão tão mais amargos quanto quem os sentir não tiver o direito de externar o motivo, chegando até a dissimulá-lo para si mesmo. Isso acontece da seguinte forma: se alguém nota e sente uma grande superioridade intelectual naquele com quem fala, então conclui tacitamente e sem consciência clara que este, em igual medida, notará e sentirá a sua inferioridade e a sua limitação. Essa conclusão desperta o ódio, o rancor e a raiva mais amarga.
(...) Mostrar espírito e entendimento é uma maneira indirecta de repreender nos outros a sua incapacidade e estupidez. Ademais, o indivíduo comum revolta-se ao avistar o seu oposto, sendo a inveja o seu instigador secreto. A satisfação da vaidade é, como se pode ver diariamente, um prazer que as pessoas colocam acima de qualquer outro, mas que só é possível por intermédio da comparação delas próprias com os demais. No entanto, nenhum mérito torna o homem mais orgulhoso do que o intelectual: só neste repousa a sua superioridade em relação aos animais. Exibir superioridade decisiva nesse domínio, e ainda por cima diante de testemunhas é, portanto, a maior ousadia. O opositor sente-se desafiado por tal conduta a praticar vingança e, na maioria das vezes, procurará uma oportunidade para a exercer pela ofensa, passando então do domínio da inteligência para o da vontade, no qual somos todos iguais. Enquanto a posição social e a riqueza podem contar sempre com a alta consideração na sociedade, os méritos intelectuais nunca devem esperar por ela. Nos casos mais favoráveis, serão ignorados; senão, serão vistos como uma espécie de impertinência ou como um bem, que o seu possuidor adquiriu ilicitamente e ainda se atreve a jactar-se. Eis porque cada um se propõe, em segredo, a humilhá-lo de outra forma, esperando apenas a oportunidade mais propícia para o fazer. Mesmo o comportamento mais humilde terá muita dificuldade em conseguir o perdão para a sua superioridade intelectual.
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'
Publicado por pns em março 21, 2006 09:00 AM excelente, é exactamente por esta razão, em virtude de entenderem nos outros uma natural e infeliz incapacidade para lhes interessar a abordagem de assuntos mais sublimes, os mais cultos e inteligentes se calam e se excluem de falarem e conviverem com grupos de quadrúpedes...
- os bípedes cultos são em muito menor número - porém por vezes a convivência entre estes grupos distintos é forçada pelas contigências do destino, as exigências da vida - nas relações profissionias, com os nossos colegas de trabalho - num grupo desportivo onde precisam uns dos outros para haver número suficiente de jogadores para duas equipas de futebol - assim por necessidade deixamo-nos participar em diálogos sem qualquer sentido - falar de futebol por exemplo
Schopenhauer, nesta reflexão, desnuda com fria clareza mais um aspecto na nossa pobre condição humana. Talvez por isso, o sábio seja superior ao mero intelectual: enquanto este desfruta apenas de afiada inteligência abstrata, aquele a possui igualmente, mas a usa sob o jugo do bom senso.
Enquanto este evita o convívio com seus irmãos menos intelectualizados, aquele, conhecedor destes meandros da alma, não foge ao convívio, muitas vezes exercendo o papel do verdadeiro líder: o que traz luz à escuridão, sem se deixar ofuscar pelo próprio brilho.
Um homem pela-se por exibir-se. Quanto mais pessoas houver, melhor para ele.
Contudo, é por vezes da boca do mais fraco que sai a verdade cujo ser superior procura saber, aquela que ele nunca concebeu na perspectiva de alguém mais simples, logo, aquela que lhe escapa.
(www.marceladas.blogspot.com)
Acredito que numa sociedade material e superficial como a que vivemos, todo o intelectual tem em suas mãos a capacidade secreta de ir alterando e sensibilizando os meros materialistas de que a profundidade da vida, está no interior de nós mesmos e não no que adquirimos de forma compulsiva diariamente. Nao fechando o dialogo, o intelectual deve assim subtilmente apelar á raiz das coisas de forma sensivel e simples para que o seu entendimento nao seja confundido com arrogancia ou preputencia aos olhos dos outros. Se o intelectual nao revelar o seu espirito guardando-o somente para si proprio e para as suas divagaçoes monologas, acabaremos por sucumbir ao banal acentuando, em simultaneo, o vazio que habita aqueles que se julgam inferiores so porque não usam o seu conhecimento em prol da reflexão,da critica, da consciencia. Silenciar o nosso espirito e entendimento nao é a solução... "pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples"
Afixado por: Fatima em março 24, 2006 11:15 AMDeve ser por isso que os "Não-Pobres" ficam lixados comigo quando eu lhes digo que eles são os mais prejudicados por as Propinas estarem baixas nas Universidades e Politécnicos PÚBLICOS!!
Ora lê.
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Olá BloGuista.
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TÍTULO: "Os Filhos dos Não-Pobres são excluídos DA Universidade NA Universidade".
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Informações Úteis às PESSOAS DAS CLASSES SOCIAIS Média, Média-Alta, Alta e Ricos (quer seja “PAGA-DôR de Impostos” ou “FUGI-DôR de Impostos”).
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Alunos do Secundário e alunos Universitários.
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Sabiam que:
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*** EM CADA DOIS (2) ALUNOS UNIVERSITÁRIOS UM (1) NÃO ACABARÁ O CURSO !?!?!?!?!?!?!?!?!
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Nota: Em ENGENHARIA É MUITO PIOR. Em cada quatro (4) alunos universitários três (3) não acabarão o Curso !?!?!?!?!?!?!?!?!
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Ou seja. Dos alunos que entram nas Universidades e Politécnicos (Públicas ou Privadas) cinquenta por cento (50%) – não chega – a acabar o curso. A maior parte desiste nos 3 primeiros anos do Curso.
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NOTA: Os Professores Universitários dos 3 primeiros anos deviam ter UM ORDENADO 3 a 4 vezes maior que os Professores Universitários do 4º e 5º anos. Porquê?
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No total Duzentos e Vinte e Cinco Mil (225.000) alunos não terminarão o Curso. Logo Dinheiro do Estado e dinheiro das Famílias deitados ao lixo todos os anos (Mais de Quatro Mil e Quinhentos Milhões (4.500.000.000) de Euros anuais).
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Nota Importante: E NÃO SE PREOCUPEM COM OS POBRES. Porquê?!?! Porque nas Universidades e Politécnicos (Públicos e Privados) há:
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- Um por Cento (1%) de Pobres;
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- Sete por Cento (7%) de Classe Média-BAIXA.
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- Noventa e Dois por Cento (92%) de Classes Média, Média-Alta, Alta e Ricos. E SÃO ESTES QUE SÃO BURLADOS!!! Abram os Olhos!
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*** Um Curso de cinco (5) anos é feito, em média, em oito (8) ou nove (9) anos!
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? NÃO SE ACREDITAM NESTAS INFORMAÇÕES?:
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Perguntem às Associações de Estudantes, aos Administradores dos Serviços de Acção Social, aos Reitores e aos Presidentes das Universidades e Institutos Politécnicos, tanto Públicos como Não-Públicos. Aos Políticos não vale a pena perguntarem! Eles já têm trabalho que chegue.
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Última Hora (21.3.2006): Os Serviços de Acção Social da Universidade do Minho JÁ FIZERAM UM ESTUDO!
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Ver Jornal “UMdicas”, http://www.dicas.sas.uminho.pt, Menu do lado esquerdo, “Arquivo do UMDicas” Edição de 17.3.2006, página 3, “Factores Sócio-Económicos afastam alunos da Universidade”..
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Em 13.723 (treze mil setecentos e vinte e três) alunos inscritos há 31 (trinta e um) alunos cuja Capitação Monetária Mensal é menor que (<) 0,25*S.M.N. (zero vírgula vinte e cinco vezes o Salário Mínimo Nacional).
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Perguntem aos Professores de “Má-Temática” quanto é que é 31 em 13.723 em termos de Percentagem. Têm a percentagem de alunos pobres.
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SOLUÇÕES SIMPLES:
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i -- Fechem todas as Universidades e Institutos Politécnicos durante cinco (5) anos e ABRAM ESCOLAS SECUNDÁRIAS TÉCNICO PROFISSIONAIS COM ACESSO À UNIVERSIDADE.;
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In “Livro aconselhado às Escolas Técnico Profissionais com acesso ao Ensino Superior”, http://eunaodesisto.blogs.sapo.pt, 21.Dez.2005, (http://eunaodesisto.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_12.html#893945 )
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E/OU ENTÃO,
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ii -- AUMENTEM AS PROPINAS, anualmente, para CINCO (5) VEZES o SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL (nos Institutos Politécnicos Públicos e nas Universidades Públicas).
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Prova dos Nove contra os Aldrabões e Aldrabonas e a sua “Ladainha dos Pobrezinhos”:
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Ver: “Alunos COM POSSES têm mais hipóteses no ENSINO (superior) PÚ-BLI-CO”, http://jn.sapo.pt/2004/08/22/sociedade/ha_portugal_cultura_facilitismo.html
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NOTA: No Secundário, nos Externatos, pagam 1500 Euros anuais. Depois nas Universidades e Politécnicos só pagam 900 Euros. E QUERIAM QUALIDADE!?!?!? Ah, ah, ah, ah, ah, ah.
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Ver: “Educação - Ano de estudos e 1400 euros deitados à rua” in http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=195703&idselect=10&idCanal=10&p=94
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PROPOSTA DE MELHORIA:
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Que a maior parte dos COLÉGIOS deixe de ministrar o Ensino Secundário GERAL (+/- igual a Palha com notas inflacionadas) e passe a ministrar o Ensino Secundário TÉCNICO-PROFISSIONAL. Com acesso ao Ensino Superior. É lógico!
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OFERTA PELA DIVULGAÇÃO DESTE DOCUMENTO:
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TODOS os Alunos PODEM E - DEVEM – Candidatar-se / Concorrer TODOS os anos à BOLSA DE ESTUDO nas Universidades e Institutos Politécnicos (Públicos e Não Públicos):
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"Oh ALUNOS Portugueses III" - SUBSÍDIO ESCOLAR e BOLSA DE ESTUDO , 30 Abril de 2004 em http://eunaodesisto.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_04.html#128423
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NOTA: A BOLSA DE ESTUDO SERVE, entre outras coisas, PARA PAGAR AS PROPINAS aos alunos que não têm dinheiro suficiente para as pagar.
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José da Silva Maurício