Aí residia a sua força e a sua virtude, aí era invergável e incorruptível, aí o seu carácter era firme e rectilíneo. No entanto, esta virtude trazia estreitamente ligados a si também o seu sofrimento e o seu destino.
Acontecia-lhe o que a todos acontece: aquilo que por impulso da sua mais íntima natureza demandava e em que se empenhava com a maior pertinácia, era-lhe concedido, mas ultrapassando aquilo que ao homem é benéfico. O que começava por ser sonho e felicidade, redundava em amargo destino. O homem do poder destói-se pelo poder, o homem do dinheiro, pelo dinheiro, o subserviente pelo servir, o sequioso de prazer pela luxúria.
Hermann Hesse, in "O Lobo das Estepes"
Publicado por pns em fevereiro 4, 2007 09:00 AM | TrackBackÉ isso que muitos chamam de vida. Por isso os homens sempre criaram seus Deuses e nunca os Deuses criaram seus homens.
Afixado por: Ehcsztein em fevereiro 6, 2007 05:20 AM