Desde que se cumpram certas cerimónias ou se respeitem certas fórmulas, consegue-se ser ladrão e escrupulosamente honesto - tudo ao mesmo tempo. A honradez deste homem assenta sobre uma primitiva infâmia. O interesse e a religião, a ganância e o escrúpulo, a honra e o interesse, podem viver na mesma casa, separados por tabiques. Agora é a vez da honra - agora é a vez do dinheiro - agora é a vez da religião. Tudo se acomoda, outras coisas heterogéneas se acomodam ainda. Com um bocado de jeito arranja-se-lhes sempre lugar nas almas bem formadas.
Raul Brandão, in "Húmus"
Publicado por pns em março 1, 2007 11:00 PM | TrackBackTemos de escolher. E devemos te cuidado para que cada escolha não se transforme num vício alienante.
Afixado por: Ehcsztein em março 3, 2007 01:43 AMOra aí está! As suas escolhas redundam muitas vezzes no vício alienante da agressão... Apetece-me citar aquela do Alexander Pope - " Conhece-te a ti mesmo, glória, ridículo... e... enigma deste mundo."
Afixado por: Manuel Barbosa em março 3, 2007 11:36 AMTomando como premissa que o homem é livre nas suas próprias escolhas, esta carece de uma autenticidade, e essa própria entra em contradição consigo mesmo. Sendo o conhecimento primário que nos dá as primeiras percepções das coisas universais e estando estas já estatuídas, logo as escolhas são condicionadas não só pelo meio como pelo que nos é dado a conhecer.
O paradigma da honra, do honesto, do escrúpulo, da ganância e outros está presente em todo ser humano, a felicidade ou a infelicidade de como cada um o acolhe é onde se encontra a diferença aos olhos do seu similar.
Ortega y Gasset diz "o homem é ele e as suas circunstâncias"
Assim, estes, são fruto daqueles outros que por sua vez influenciarão os próximos. No entanto, estamos sempre a falar de seres sociais com as suas forças, fraquezas, vícios, religiões, éticas e morais.
E se alguém nos enganou no meio de tudo isto?
Tomando como premissa que o homem é livre nas suas próprias escolhas, esta carece de uma autenticidade, e essa própria entra em contradição consigo mesmo. Sendo o conhecimento primário que nos dá as primeiras percepções das coisas universais e estando estas já estatuídas, logo as escolhas são condicionadas não só pelo meio como pelo que nos é dado a conhecer.
O paradigma da honra, do honesto, do escrúpulo, da ganância e outros está presente em todo ser humano, a felicidade ou a infelicidade de como cada um o acolhe é onde se encontra a diferença aos olhos do seu similar.
Ortega y Gasset diz “ o homem é ele e as suas circunstâncias “
Assim, estes, são fruto daqueles outros que por sua vez influenciarão os próximos. No entanto, estamos sempre a falar de seres sociais com as suas forças, fraquezas, vícios, religiões, éticas e morais.
E se alguém nos anda a enganar no meio de tudo isto?