Quem quer discutir ou contradizer máximas, devia ser capaz de as observar com toda a clareza e, depois, ser capaz de manter a discussão dentro dos limites dessa clareza, para não se dar o caso de andar a lutar com falsas imagens da sua própria invenção.
A obscuridade de certas máximas é meramente relativa; nem tudo o que é luminoso para quem pratica o género tem que ser tornado distinto perante o ouvinte.
Há muito ditos dos antigos que cuidamos de repetir constantemente e que tinham uma significação muito diferente daquela que depois se pretendeu atribuir-lhes.
Quem quiser acusar um autor de ser obscuro devia começar por observar a sua própria interioridade para verificar se encontra nela clareza suficiente. Na penumbra, um texto muito claro torna-se ilegível.
Johann Wolfgang von Goethe, in "Máximas e Reflexões"
Publicado por pns em junho 1, 2007 09:00 AM | TrackBackTem razão, sim senhor. O Goethe é que a sabia toda. Aliás, se fosse vivo deixaria os aforismos e entreteria-se a visitar este site pejado de conceitos: http://www.anamalhoaoficialsite.com/, após o que escreveria textos muito mais luminosos.
"Quem quiser acusar um autor de ser obscuro devia começar por observar a sua própria interioridade para verificar se encontra nela clareza suficiente. Na penumbra, um texto muito claro torna-se ilegível."
Goethe muito provavelmente deve ter passado por essa situação embaraçosa. Às vezes o pensamento não se forma porque não tem o sofrimento necessário(necessário para a criação) . Outras vezes ele é só sofrimento e confusão.
Discernir isso que é complicado, um grande tarefa para aquele que sente assim como certamente para aquele que interpreta.
Convenhamos: Na maioria das vezes a inutilidade da vida justifica a maior confusão que existe entre o continuar e o romper.
O problema que a morte também é problema,pois nunca se efetiva enquanto vivemos. Apenas finda e isso não significa muita coisa.
De fato, estamos nós no mar da nada. De tantas coisas que no fundo singificam um gigante buraco, preenchido de vazio.