Imaginemos que toda a gente tinha a mesma política, religião, etc. Nem por isso se viveria mais em paz. Porque logo se descobririam diferenças naquilo que a todos unia. E paralelamente surgiriam as discordâncias, invejas e ódios subsequentes. Porque não é a ideologia que no fim de contas divide. A ideologia é apenas um bom pretexto. O que nos divide é a importância da nossa pessoa e o grupo extensivo a que nos recolhemos. O que nos divide é a individualidade que não tem misturas ou só as tem com quem prolongar a pessoa que somos.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente IV'
Publicado por pns em dezembro 17, 2007 08:50 AM | TrackBacka impossibilidade de comunicar, a ausência do agir em comum. no essencial a impossibilidade da sociabilidade. Aderrota do ser humano (da humanidade)?
Afixado por: ricardo pina em dezembro 18, 2007 11:44 AMVergilio Ferreira, o melhor e maior tradutor da ambiguidade dos seres humanos ( quer das relações entre si, quer nas suas paradoxais existências).
Quando leio os seus pensamentos e reflexões é como acender a luz do meu candeeiro que é o meu pensamento. Aclara as ideias e resolve de forma eficaz quaquer paradoxo,não para o solucionar mas para o tornat estendível através das palavras.
Também foi através da sua escrita que descobri que nos meandros do pensamento filosófico pode-se estabelecer um contacto entre estas duas existências, finita e infinita. É que no princípio quase todos nos sentimos seres infinitos, mas no fim ou mais perto dele, quando finalmente colocamos os pés no chão damo-nos conta de que somos seres finitos. E em concordància total com a conclusão desta reflexão de Vergilio Ferreira , só nos resta a possibilidade de nos tornarmos seres infinitos através dos nossos frutos, os filhos, no sentido de perlongarem o que somos.
Quanto àquilo que nos une ou nos separa concordo perfeitamente de que não são as ideologias ou religiões diferentes, mas a grande falta de comunicabilidade que hoje em dia existe entre todas as pessoas de todos os estratos sociais
e isso pode acontecer quer nas relações sociais, que por vezes são quase inexistentes, quer no seio familiar de cada um.
Se a solidão chegasse para se ser feliz, mas não, o mais ermita, o mais solitário sente sempre a necessidade de comunicar com o outro, é totalmente inevitável para a condição humana.
Não existimos só para nós próprios, só passamos a existir se os outros derem por nós!
Então o grande desafio será tentar encontrar »espaços de comunicação entre humanos...«
Vergilio Ferreira, o melhor e maior tradutor da ambiguidade dos seres humanos ( quer das relações entre si, quer nas suas paradoxais existências).
Quando leio os seus pensamentos e reflexões é como acender a luz do meu candeeiro que é o meu pensamento. Aclara as ideias e resolve de forma eficaz quaquer paradoxo,não para o solucionar mas para o tornar estendível através das palavras.
Também foi através da sua escrita que descobri que nos meandros do pensamento filosófico pode-se estabelecer um contacto entre estas duas existências, finita e infinita. É que no princípio quase todos nos sentimos seres infinitos, mas no fim ou mais perto dele, quando finalmente colocamos os pés no chão damo-nos conta de que somos seres finitos. E em concordància total com a conclusão desta reflexão de Vergilio Ferreira , só nos resta a possibilidade de nos tornarmos seres infinitos através dos nossos frutos, os filhos, no sentido de perlongarem o que somos.
Quanto àquilo que nos une ou nos separa concordo perfeitamente de que não são as ideologias ou religiões diferentes, mas a grande falta de comunicabilidade que hoje em dia existe entre todas as pessoas de todos os estratos sociais
e isso pode acontecer quer nas relações sociais, que por vezes são quase inexistentes, quer no seio familiar de cada um.
Se a solidão chegasse para se ser feliz, mas não, o mais ermita, o mais solitário sente sempre a necessidade de comunicar com o outro, é totalmente inevitável para a condição humana.
Não existimos só para nós próprios, só passamos a existir se os outros derem por nós!
Então o grande desafio será tentar encontrar »espaços de comunicação entre humanos e sua multiplicação ...«
Vergílio novamente muito preciso no pensamento e quero deixar um bravo para o ricardo pina que elaborou uma amarga pergunta ao ar.
Afixado por: Ehcszstein em janeiro 7, 2008 05:25 AM