No ser vivo toda a necessidade essencial, que brota do próprio ser e não lhe advém de fora acidentalmente, vai acompanhada de voluptuosidade. A voluptuosidade é a cara, a facies da felicidade. E todo o ser é feliz quando satisfaz o seu destino, isto é, quando segue a encosta da sua inclinação, da sua necessidade essencial, quando se realiza, quando está a ser o que é na verdade. Por esta razão Schlegel dizia, invertendo a relação entre voluptuosidade e destino: «Para o que nos agrada temos génio». O génio, isto é, o dom superlativo de um ser para fazer alguma coisa tem sempre simultaneamente uma fisionomia de supremo prazer. Num dia que está próximo e graças a uma transbordante evidência vamo-nos ver surpreendidos e obrigados a descobrir o que agora somente parecerá uma frase: que o destino de cada homem é, ao mesmo tempo, o seu maior prazer.
Ortega y Gasset, in 'O Que é a Filosofia?'
Publicado por pns em fevereiro 5, 2008 07:00 PM | TrackBackAVIDA TEM MUITOS ALTOS E BAIXOS, QUANDO CAIMOS TEMOS QUE LEVANTAR E PROSIGUIR A CAMINHADA
Afixado por: FLORIVAL DA NAZARÉ ALFREDO DINIS em fevereiro 6, 2008 05:56 PMAVIDA TEM MUITOS ALTOS E BAIXOS, QUANDO CAIRMOS TEMOS QUE NOS LEVANTAR E PROSSIGUIR A CAMINHADA
Afixado por: FLORIVAL DA NAZARÉ ALFREDO DINIS em fevereiro 6, 2008 05:59 PMAVIDA TEM MUITOS ALTOS E BAIXOS,QUANDO CAIRMOS TEMOS QUE NOS LEVANTAR E PROSSIGUIR A CAMINHADA
Afixado por: FLORIVAL DA NAZARÉ ALFREDO DINIS em fevereiro 6, 2008 06:02 PMO génio, isto é, o dom superlativo de um ser para fazer alguma coisa tem sempre simultaneamente uma fisionomia de supremo prazer
Afixado por: Rolko em fevereiro 6, 2008 07:02 PME já pensando que os antigos já dizia isto...
Afixado por: Ehcsztein em fevereiro 10, 2008 03:33 AM