De facto, entre a poesia e a verdade existe uma natural oposição: falsa moral e natureza fictícia. O poeta sempre necessita de algo falso. Quando ele pretende fincar os seus fundamentos na verdade, o ornamento da sua superestrutura é feito de ficções; a sua acção consiste em estimular as nossas paixões e excitar os nossos preconceitos. A verdade, a exactidão de todo o tipo, é fatal à poesia. O poeta tem de olhar tudo através de meios coloridos e esforça-se a levar cada pessoa a fazer o mesmo. Existem espíritos nobres, é verdade, com os quais a poesia e a filosofia estão igualmente em dívida, mas essas excepções não contrabalançam os danos resultantes dessa arte mágica.
Jeremy Bentham, in 'Racionalidade da Recompensa'
Publicado por pns em setembro 11, 2008 09:00 AMA poesia é o a exposição do mais profundo da nossa alma, portanto não deverá de todo ser falsa
Afixado por: Joana Murinello em setembro 12, 2008 01:08 PM